segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Verso em branco


O sol faz do dia o Saara.
De cada poro, uma garoa sangra.
Eu sinto sede do teu som sibilino
e me escaldo à tua procura
no oásis do meu delírio poético.

Meu Drummond, sobre sua pedra
sofre a elisão dos passos teus
que guiariam meus versos rotos.

Eis que minha musa me açoita ao ouvido:
- Sobram-te as ideias geniosas;
falta-te um gênio que a mim encantaria.
Quem o diz é tua folha de papel, que persiste em branco
como o sorriso daquele a quem sou prometida.


(obrigada, Túlio e Rafa)

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